Em 1991, um grupo de peladeiros, craques e perebas (não necessariamente nesta ordem), que jogava no saudoso Campo do Capri (quem bolou o Parque das Ruínas, onde ficava o campo, achava que futebol não deveria se misturar com arte e aí talvez esteja a explicação para a nossa derrota na França em 98), enquanto tomava umas biritas espantando as derrotas e vitórias, resolveu criar um bloco. .
Como as biritas eram tomadas religiosamente na esquina de Dias de Barros com Ladeira de Santa Teresa, a homenagem às Carmelitas foi mais que natural, inevitável. Afinal, o convento de Santa Teresa é um dos marcos fundadores do bairro.
A lenda
Uma homenagem carnavalesca não pode ser feita sem humor e a primeira saída do bloco contou com a presença de uma Carmelita, que teria fugido do convento para brincar o Carnaval.
A Carmelita, a mais notável foliã do Bloco, foi representada por uma boneca maravilhosa (algo parecido, mais muito diferente dos bonecos de Olinda), que desde então começou a puxar a animação do Bloco. (O criador da boneca Carmelita, Jorge Crespo, seria convidado mais tarde para fazer um boneco para nosso querido co-irmão, o Escravos da Mauá.)
A inspiração
Incluindo 1991, 2001 é o 11o. ano do Bloco, que cresceu muito, assustando alguns e atraindo outros. O que não muda, ao longo desses anos, é o preito de homenagem ao bairro, paixão dos seus componentes, nos sambas, nas camisetas e nos veuzinhos carmelitenses. Claro que nesses sambas-exaltação há lugar para encaixar comentários bem-humorados à situação política do país e seus personagens mais notórios.
Quem põe o Bloco na rua
O povo de Santa Teresa, claro!
Ajudado por:
Alvanísio Damasceno, jornalista, editor de livros
Ana Lucia Machado, empresária
Cleide Barcelos, produtora cultural
Daniel Cahill, empresário
José Paulo, ator
Paulo Saad, arquiteto
Rasec Tosan, artista plástico
Roberta Alencastro, produtora cultural
e muitos, muitos outros.